PROJETO DE ARTES – ANA MARIA MAIOLINO

NO PROJETO DE ARTES, AS CRIANÇAS DO GRUPO DA JABUTICABEIRA G5-B PÔDE APRECIAR VÁRIAS OBRAS DESSA ARTISTA TÃO VERSÁTIL E ATEMPORAL, SUA MANEIRA DIFERENCIADA FOI ALGO QUE LOGO CHAMOU A ATENÇÃO DAS CRIANÇAS, SUA SIMPLICIDADE NO MOMENTO DE CRIAR SUAS ESCULTURAS, SEUS GESTOS DELICADOS COM AS MÃOS FOI ALGO QUE FEZ COM QUE AS CRIANÇAS PERCEBESSEM QUE ELAS TAMBÉM PODERIAM CRIAR SUAS PRÓPRIAS OBRAS….

NO ATELIÊ, CADA UMA RECRIOU DO “SEU JEITINHO” A ESCULTURA DANDO UM TOQUE ESPECIAL UTILIZANDO ELEMENTOS NATURAIS , AO FINAL FAZENDO COLAGEM DOS MESMOS.

“Conviver com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas, locais e universais, no cotidiano da instituição escolar, possibilita às crianças, por meio de experiências diversificadas, vivenciar diversas formas de expressão e linguagens, como as artes visuais (pintura, modelagem, colagem, fotografia etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre outras. com base nessas experiências, elas se expressam por várias linguagens, criando suas próprias produções artísticas ou culturais, exercitando a autoria (coletiva e individual) com sons, traços, gestos, danças, mímicas, encenações, canções, desenhos, modelagens, manipulação de diversos materiais e de recursos tecnológicos. Essas experiências contribuem para que, desde muito pequenas, as crianças desenvolvam senso estético e crítico, o conhecimento de si mesmas, dos outros e da realidade que as cerca”.

(BNCC)

Cesta de frutas: uma proposta saudável

Após muitas falas trazidas em roda de conversa, as crianças da turma JABUTICABEIRA  foram convidadas a um ateliê de investigação que trouxe as nuances, cores e aromas das frutas em uma sessão de experimentação. Muitas ideias surgiram, mas o que chamou a atenção do grupo foi degustar as frutas aprendendo sobre as vitaminas de cada uma delas.

Nesta vivência, surgiam falas de uma alimentação saudável nomeando as frutas conhecidas, depois escolheram suas frutas preferidas para registrarem em desenho utilizando tinta aquarela. As cores, formatos e minúcias de cada uma estão no registro gráfico a seguir…

AS MAÇÃS E BANANAS FORAM O DESTAQUE DO NOSSO REGISTRO

REGISTRO E DEGUSTAÇÃO DAS FRUTAS

DEGUSTAÇÃO

AS LETRAS NO NOME PRÓPRIO

O nome próprio é uma importante referência para a inserção da criança em seu processo de apropriação da linguagem escrita, por isso, as crianças do G5 são constantemente convidadas a vivenciar experiências para esta construção.

Nessa proposta, fazendo uso dos elementos naturais disponíveis, as crianças do G5 B representaram as letras de seu nome próprio. O resultado dessa proposta ficou encantador e admirável.

“A escrita da criança não resulta da simples cópia de um modelo externo, mas é um processo de construção pessoal”.

Emilia Ferreiro

Tem uma cobra aqui!

MINI-HISTÓRIA

Os contextos de pesquisa e investigação fazem parte do cotidiano do G5B, um grupo muito potente e curioso que de tempos em tempos encontram um questionamento para ampliar seus saberes, testar suas teorias e serem surpreendidos pelas descobertas.

A professora Fabiana encontrou em seu quintal uma cobra, achou interessante e trouxe para a escola para que as crianças pudessem conhecer e investigar sobre o curioso réptil.

Curiosas e intrigadas, as crianças pediram para conhecer e saber mais. Ao transitar com o grupo do integral Pedro e Lucas observam, se aproximam e questionam:

Pedro: “PRÔOOOO… o que é isso? A tarde você vai deixar a gente ver?”

Lucas: “É uma cobra? Eu quero muito conhecer!”.

Para este momento, um contexto de investigação é preparado.

Rodolfo: “UAUUUUU é uma cobra de verdade, eu nem acredito!”

Catarina: “Aí meu Deus do céu, é uma cobra mesmo… Ela é tão linda e fofinha, nem acredito que vou ver de perto!”

Yasmin: “Ela é de verdade mesmo! Vou ver tudinho!”

Lorenzo: “CARACA MANOOO! É uma cobra…”

Bernardo: “Aí minha nossa, eu acho que tenho medo… “

Luca: “Eu achei muito legal!”

Chiara: “Eu nunca tinha visto uma cobra assim …”

Após a observação, a professora proporciona um momento de roda de conversa para que as crianças apresentem seus pensamentos, suas teorias e saberes. Ao questionar o grupo, prontamente Bernardo diz: “A cobra é um tipo de dinossauro!!!”

Pedro: “Parece mesmo um dinossaurinho… haha”

Rodolfo: “A cobra tem escamas!”

Após a afirmação do Rodolfo, a professora questiona o grupo:

“Muito bom! Quem sabe o que são escamas?”

Catarina: “Escamas é um tipo de pelos… Eu vi e percebi direitinho.”

Bernardo: “São as que não ficam no mato e não embaixo da água.”

Luca: “É, algumas ficam na água!”

Rodolfo: “É, é a cobra jiboia …”

Lucas: “Nossa, tem as duas cobras… tem da água e do mato!”

Professora: AAH… a cobra jiboia é da água? Por que você acha que a jiboia é aquática?”

“Porque a cara dela ser da água … ela é uma ji- boia, ela boia! Boia é pra boiar na água!”

Um momento único, cheio de significados, boas e importantes contribuições para uma pesquisa que dialoga com os desejos das crianças de 5 anos como pequenas cientistas que são!