A cobra

A nova sala referência do G5 é repleta de novidades e neste espaço, alguns objetos de estudo geram muito interesse nas crianças, como uma cobra que compõe este espaço.

Ao notarem a cobra no pote de vidro no armário da sala, o grupo já discutia entre si as primeiras impressões e pediam à professora: “A gente pode ver bem de pertinho? Abrir o pote? A gente pode conhecer ela melhor?”

O convite gerou empolgação e questionamentos pertinentes.

Nesta faixa etária, as pesquisas promovem muitas aprendizagens e a percepção da criança como sujeito ativo na construção do seu próprio conhecimento. Ela aprende a interagir com o mundo, levantando hipóteses, explorando e refletindo sobre o que vivencia.

A pesquisa, tão presente no grupo, não promove apenas novos conteúdos, mas também é uma ferramenta importante para fazer pensar, construir criticidade e se fazer pertencente. 

BOAS AÇÕES COM O NOSSO PLANETA 

Após a leitura do livro “Aqui estamos nós”, as crianças trouxeram ideias de como cuidar melhor do nosso planeta. Partindo do interesse, elas foram convidadas a refletir sobre o cuidado com o nosso planeta por meio da linguagem da arte. A proposta foi realizada em um ambiente ao ar livre, promovendo o contato direto com a natureza e proporcionando uma vivência acerca da observação atenta e a valorização dos elementos naturais presentes na nossa escola.

O ponto de partida foi a imagem do planeta Terra, que despertou a curiosidade das crianças e gerou questionamentos sobre o que podemos fazer para preservar esse lugar tão especial onde vivemos. 

Em roda de conversa, surgiram ideias e trocas significativas sobre atitudes simples, mas poderosas, como economizar água, plantar árvores, cuidar dos animais, separar o lixo para reciclagem e evitar o desperdício.

Com esse repertório em mente, cada criança foi convidada a expressar graficamente uma boa ação que ajude a cuidar do planeta. Utilizando lápis de cor, tintas e elementos naturais como folhas secas, galhos e sementes, elas criaram produções autorais, repletas de significado e criatividade.

Mais do que uma produção artística, esta proposta foi uma oportunidade de vivência ética e de sensibilização para questões urgentes. Por meio da arte, as crianças aprendem a observar, interpretar e transformar o mundo ao seu redor. Elas compreendem que fazem parte do planeta e que suas atitudes têm impacto na construção de um futuro mais sustentável.

Cultivar o respeito e o cuidado com o meio ambiente desde a infância é um compromisso presente no nosso cotidiano escolar. Ao oferecer experiências significativas como essa, contribuímos para a formação de cidadãos mais conscientes, críticos e responsáveis.

Quinta da escola

O quintal da escola é um espaço potente e convidativo que permite um brincar em que as crianças exploram os jogos simbólicos junto ao campo sensorial. Essas sensações e texturas para o grupo do G5B são uma nova possibilidade para ampliar suas aprendizagens. 

Em meio ao brincar nos dias quentes, o grupo traz um grande interesse pela mistura empolgante do barro. Após cavarem, encontraram uma terra de “cor diferente”, todos passaram a se envolver e perceber que além da cor, a textura também era diferente, mas com um aspecto conhecido. Após misturar com água, a criatividade e o senso crítico ganhou mais espaço e esse novo elemento despertou perguntas e pedidos para explorarem mais. 

Uma nova pesquisa ganhou vida para o grupo, houveram saberes científicos envolvidos nos questionamentos. Conscientes de que o elemento argila é tão presente nas vivências da escola, a exploração é segura e prazerosa, surge naturalmente a partir do contato da das crianças. 

Neste contexto, o grupo foi convidado a produzir argila formando esculturas referentes à pesquisa do quintal. Obras belíssimas, produzidas por meio de uma relação valiosa.

Explorando o papel e a potencialidade do Ateliê -Povos indígenas

Em importantes discussões sobre os povos indígenas no Brasil, o grupo do G5 mergulhou em literaturas, textos informativos, vídeos e contextos sobre a riqueza de cultura que emerge na história dos povos originários. Trazer para o grupo a importância de conhecer essa história tem sido foco do nosso trabalho na Educação Infantil.

Compreendendo o valor dos recursos naturais  utilizados no cotidiano indígena, as crianças vivenciaram a produção de tintas naturais usando açafrão, urucum e a fruta Jenipapo. O contato com cada elemento convidou as crianças a uma descoberta divertida e singular, elas escolheram como desejavam explorar e se encantaram com a transformação desses elementos em nuances e cores de contrates vibrantes a suaves. 

As crianças são capazes de enxergar cada transformação e se conectam com as possibilidades existentes a partir delas.

Como nos diz Vea Vecchi, atelierista de Reggio Emília- Itália:

A arte e a ciência em conexão!

O projeto de Artes do grupo do G5 tem como ponto de partida os interesses das crianças acerca dos insetos, por isso, as experiências artísticas que envolvem o uso de diferentes materialidades e registros, perpassam também pelo contexto das investigações e pesquisas.

Nesta temática, a curiosidade traz novos encontros e surpresas inesperadas enquanto investigam esses seres. 

Observar o encantamento de cada criança enquanto fazem as observações, ouvir seus questionamentos tão complexos ao descobrirem algo, tudo tem sido muito bonito.

Nesse rico processo, as crianças desfrutam de propostas nas quais são envolvidas por toda materialidade, neste contexto o registro com tinta possibilitou muita beleza nos traços de cada desenho feito por elas, potencializando as habilidades artísticas e também científicas, as relações entre uma e outra e a liberdade sobre cada traço, pensamento e construção. 

As descobertas em meio ao brincar

O espaço do quintal faz parte do cotidiano das crianças com sua potência e inúmeras possibilidades de brincar, proporcionando muitos encontros com os elementos, as árvores, mas também com os bichinhos que vivem ou passam por ali.

Em um dia de brincadeira nesse espaço, algumas crianças do grupo notaram a presença insistente de um passarinho passeando pelo chão do quintal. Por mais que não desejasse estar tão perto, ele não voava. 
As crianças passaram a se questionar observando que ele não conseguia voar e, juntos, concluíram: 

” PRÔOOOOO, ELE TÁ MACHUCADO!” 

A partir disso, o grupo estava motivado a cuidar do bichinho, muitos questionamentos surgiram sobre os cuidados que deveriam ter: 

” A gente pode cuidar dele pra ele melhorar?” 

Dando escuta ao desejo deste grupo, a professora propôs uma pesquisa sobre quais seriam os cuidados e se seria possível esse processo. O grupo prontamente se animou e movimentou-se até descobrir as informações. 

Em pesquisa, descobrimos inúmeras informações cientificas sobre o pássaro, mas ainda não sabíamos o que havia acontecido, será que era preciso medicá-lo? Fazer curativo? 


Após muitas perguntas, convidamos uma veterinária para uma conversa sobre que o tipo de pássaro, os cuidados necessários para que ele fosse curado e outras dúvidas que foram surgindo. 

Nesta conversa, a Dra. Raquel trouxe muitas respostas importantes para os questionamentos e teorias construídas até então, descobrimos que era possível cuidar e que ele poderia se recuperar, porém, para surpresa de todos, que o passarinho não mais voaria. As crianças concluíram que ele poderia se tornar um morador do colégio. 

Desta forma, apresentamos à família Cantareira nosso pássaro, nomeado pelo G5B como “Sonic”.

TRANSIÇÃO PARA O 1º ANO

Sabemos o quanto a transição do infantil para o 1° ano pode trazer algumas dúvidas e inseguranças para nossas crianças, pensando nisso promovemos alguns encontros entre os dois grupos para que as crianças do G5 fossem entendendo melhor este processo e tirando suas dúvidas acerca da nova rotina que trará muitas mudanças e novos desafios.

Nas vivências juntos, promovemos rodas de conversa as quais privilegiaram momentos de trocas de experiências e partilha das coisas mais legais que acontecerão no 1º ano, além das crianças poderem conhecer a sala do 1° ano e seus materiais. 

Os olhares curiosos logo tomaram conta daquele momento, cada detalhe da sala referência chamava atenção e algumas falas foram ditas:

Sophia

Lívia

Miguel

Percebemos que estes encontros foram muito importantes pois, deste modo, todas as crianças já se sentiram acolhidas para o enfrentamento às novas aprendizagens e, corajosas que são, passarão por esta transição de maneira tranquila e feliz!!!

PRÁTICA DA LEITURA

A prática da leitura é fundamental na primeira infância, mesmo antes das crianças estarem alfabetizadas. Tendo este contato, o universo literário se amplia, assim como vocabulário e repertório das crianças. 


“O TRABALHO COM A LEITURA SE INICIA DESDE MUITO CEDO E FAZ PARTE DO COTIDIANO ESCOLAR, ORIENTAÇÃO QUE APARECE ESPECIALMENTE NO CAMPO DE EXPERIÊNCIA ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”.

(BNCC)

Em nossa escola, são muitos os espaços e momentos em que a literatura está presente e um lugar muito desejado é a biblioteca “Maurício de Sousa”

Neste lugar, as crianças encontram uma variedade incrível de livros, de autores renomados da literatura infanto-juvenil, a qual proporciona às crianças textos de qualidade, ampliação de conhecimentos e prazerosas experiências ao ouvir boas histórias contadas em roda. 

O grupo G5-B da professora Amanda, tem vivenciado muitas oportunidades neste espaço, como rodas de leitura, rodas de conversa, trocas de experiências nas quais muitos assuntos surgem a partir daquilo que encontramos nos livros . 

Os livros com interação proporcionam às crianças a sensação de pertencimento, é como se elas fossem personagens vivas daquilo que estamos lendo e, sem dúvida, a imaginação de cada criança voa longe. 


“UM LIVRO É UM BRINQUEDO FEITO COM LETRAS, LER É BRINCAR”.

RUBEM ALVES

NOVOS ESPAÇOS, NOVAS BRINCADEIRAS

Certamente o mês de agosto tem um gostinho diferente para as crianças, pois retornar do período de férias nos traz o sentimento de saudade da escola, da rotina, das professoras e dos amigos. E, junto com essa mistura de sentimentos, a curiosidade pelo novo, a busca por aprendizagens convidativas é sempre vivenciado pelas crianças do G5B, as quais encontram possibilidades nos espaços e nas relações vividas na escola.

De acordo com a BNCC…Brincar se torna fundamental, tanto para o aprendizado, como para o desenvolvimento da criança, pois atavés da brincadeira, a criança aprende de forma prazerosa.

Nesta fase em que o grupo está, observamos o brincar ainda muito presente e a criatividade vem sendo uma habilidade muito evidente nesta linguagem, seja no quintal, em sala, no parque…

Transformando um espaço do quintal em trilhos do metrô…
Ou na casa do gigante…

Sabemos o quanto as crianças demonstram suas emoções e vontades através das brincadeiras, e ter um espaço novo dentro da nossa escola possibilitou que as crianças despertassem ainda mais seu lado criativo e imaginário, por exemplo, criando uma escola para animais como fez Lívia Vasconcellos…

A cidade no alto da montanha,
criada por Kelvyn, Rafael e Sophia

“Brincar é indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança, para Paulo Freire, estamos sempre construindo e se construirmos aprendemos, e se aprendemos estamos vivendo buscando algo que possam nos levar a vivermos enquanto tenhamos vida”.


Processo de Plantio

Em projetos como da  Mostra Cultural 2023, as crianças do grupo G5B, propusemos experiências e interação com o mundo exterior, com a natureza e seus ciclos como forma de enriquecer o repertório de conhecimento das crianças.

De forma significativa, as discussões permearam o tema da fome e de como acabar com ela no mundo. A sensibilidade e consciência de cada criança sobre o assunto nos chamou muito a atenção e, apesar de muito pequenas, elas compreendem que o desperdício de alimentos pode gerar grandes problemas e que podemos ajudar a solucionar, começando a ter boas atitudes dentro da nossa própria casa e também na nossa escola, não desperdiçando alimentos na hora do lanche, por exemplo, bem como que a agricultura familiar pode contribuir.

Após conversar sobre várias formas de combater a fome…

Encontramos uma solução que fez muito sentido para as crianças do grupo, uma forma de produzir e cuidar de novos alimentos. E além de contribuir com o meio ambiente, teremos muitas hortaliças deixando nossa escola colorida e perfumada…VAMOS FAZER UMA HORTA!!!

Além de utilizar água, terra e as sementes, o cuidado diário foi o principal ingrediente…

JOAQUIM : “PRECISAMOS COLOCAR AS SEMENTES BEM LÁ NO FUNDO DA TERRA”.

SOPHIA: “DEUS NÃO FICA FELIZ QUANDO ALGUÉM PASSA FOME”.

LÍVIA V.: “PRECISAMOS COLOCAR TUDO COM MUITO CUIDADO PARA NÃO DESPERDIÇAR NADA!” .

“As crianças vivem inseridas em espaços e tempos de diferentes dimensões, em um mundo constituído de fenômenos naturais e socioculturais. Desde muito pequenas, elas procuram se situar em diversos espaços (rua, bairro, cidade etc.) e tempos (dia e noite; hoje, ontem e amanhã etc.).

Demonstram também curiosidade sobre o mundo físico (seu próprio corpo, os fenômenos atmosféricos, os animais, as plantas, as transformações da natureza, os diferentes tipos de materiais e as possibilidades de sua manipulação etc.)…”

BNCC- Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações